
O pintinho não gostava de estudar. Era inteligente, mas tinha pouca força de vontade. E pensava consigo mesmo:
- Para que perder tempo estudando e fazendo os deveres? Amanhã, na aula, posso copiar as tarefas e as provas de algum colega. Assim, passo de ano sem o mínimo esforço. Como sou esperto!
Assim pensando, pintinho passava os dias brincando, em vez de fazer tarefas ou de se preparar para as provas e exames.
Na aula, tudo se tornava fácil para o pintinho. A sua habilidade de copiar do vizinho era única. Sabia quem eram os melhores alunos, sentando-se próximo a eles. Assim, sempre tirava boas notas.
Mas o professor começou a notar que sempre havia duas provas iguais. A conclusão era simples: alguém estava copiando a prova do outro. Desconfiando do pintinho, combinou com o melhor aluno da turma para lhe dar uma boa lição.
No exame seguinte, o professor permitiu que o pintinho sentasse perto de seu colega estudioso e distribuiu os exercícios. Conforme havia combinado com o professor, o colega do pintinho começou a escrever no papel coisas sem sentido, completamente absurdas. O outro, que nem reparava no que estava copiando, escreveu tudo igualzinho.
No dia seguinte, o professor chamou o pintinho para que lesse em voz alta suas respostas para a turma. Somente então o preguiçoso percebeu que havia sido logrado. Desde esse dia, começou a estudar e compreendeu que copiar a sabedoria dos outros é uma coisa idiota e inútil.