
O elefante era muito bom e carinhoso para com todos os habitantes da selva. Em troca, recebia o amor e a estima de todos aqueles que tinham sido curados pelos seus remédios.
Efetivamente, o elefante havia montado um laboratório no porão de sua casa, e experimentava sem cessar novas substâncias químicas, desejoso de acabar com as dores e doenças dos animais.
Pouco a pouco, ia conseguindo remédios mais potentes e inofensivos para a saúde. Com o passar dos anos, quase não havia doença que lhe resistisse, tamanha era sua sabedoria e bom senso.
O elefante caiu então gravemente enfermo. Sua doença não podia ser tratada com remédios, pois a velhice é um processo natural. Compreendendo que sua morte se aproximava, tomou todas as precauções necessárias.
- Tome, Felizino! disse ao seu criado, um gato muito simpático e serviçal. Estas são as fórmulas de que irá necessitar para continuar a fabricar remédios no laboratório, desde que você queira continuar meu trabalho, é claro.
- Era o que me faltava, amigo elefante! Continuarei a fazer o mesmo que você, até quando eu puder: curar o doente e consolar o triste! Respondeu Felizino num assomo de ternura.
O elefante morreu docemente, mas sua memória permanecerá viva para sempre em toda a selva, pois quem faz o bem, assegura a sua imortalidade e o amor de toda a gente.