
Ágata era uma gatinha muito bonita. Se você visse seu pelo comprido, branco e macio, teria gostado de acariciá-lo. Além disso, tinha uns olhos cinzentos muito expressivos e nunca parava quieta. Parecia que estava sempre tentando apanhar moscas. Mas não, era apenas um pouco de nervosismo.
Ágata tinha um dono muito tolerante e brincalhão. Como ela era feliz naquela casinha tão limpa e acolhedora! Ela também era muito brincalhona. Podia passar o dia inteiro aos pulos e cambalhotas, mas é claro que seu dono era um homem muito ocupado e só podia dedicar-lhe alguns minutos do seu precioso tempo.
Quando Ágata estava sozinha em casa, percebia que ficava muito aborrecida. Que fazer? Difícil problema! Lembrou-se de espreitar pela janela que dava para o jardim. Viu, então um passarinho que vinha pousar num ramo de macieira.
- Passarinho, passarinho! chamou Ágata alegremente.
- Que quer de mim, gatinha? respondeu, com medo, o passarinho.
- Quero brincar com você. Você é muito simpático, confessou Ágata.
- Os passáros como eu nunca brincam com gatos, pois isso pode trazer más consequências. Adeus! respondeu o passarinho, encerrando o assunto e levantando voo.
Ágata ficou novamente infeliz. Tentou a mesma coisa com uma rã, no tanque do jardim, com uma bela borboleta que voava de flor em flor, e até mesmo com um ratinho muito distraído, que se tinha perdido. Que pena! Ninguém queria brincar com ela.
Finalmente, Ágata encontrou o cãozinho do vizinho e se tornaram bons amigos. A gatinha charmosa tinha sido recompensada pela sua grande perseverança.